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Zumbilândia (2010)

Fui assistir ao filme não muito certa do que encontraria exatamente. Li um monte de críticas positivas, então senti que seria um bom sinal, mas ao pesquisar as informações técnicas de Zumbilândia (Título original: Zoombieland), vi que se tratava de comédia e terror. Algo completamente inusitado, até um pouco perigoso, achei que um gênero anularia o outro.

A ação do filme se concentra em seu início e seu fim. O andar da história mostra um grupo de sobreviventes de uma epidemia que passam por cima de problemas de confiança para se apoiar durante a crise. A temática “zumbi” é muito usada nos filmes de terror, variando nos aspectos de aparência e hábitos, mas em Zumbilândia a forma diferente da história ser contada tornou o filme prazeroso e divertido, mesmo com o final previsível.

O elenco começa pelo ator Jesse Eisenberg, que interpreta o nerd, que a vida toda almejou por uma família bem estruturada, e perdeu as esperanças quando a epidemia dos zumbis apareceu. Ele criou umas regras de sobrevivência, que vão aparecendo na tela, com uns efeitos gráficos de ótima qualidade. Os demais personagens que vão aparecendo, assim como o de Jesse, não deixam a desejar, são muito bem trabalhados, principalmente na questão psicológica, fazendo com que a pessoa que está assistindo o filme possa se identificar com eles.

Não é o que pode se chamar de inovador, mas também não se deve deixar passar que é um filme inteligente, com um roteiro bem feito, e boa escolha de elenco. Não é uma história feita para reflexão, ela foi criada para puro divertimento do público, e é para as pessoas que procuram passar o tempo, sem muitas expectativas, é uma ótima indicação.

Os Vagabundos Iluminados, de Jack Kerouac

O autor Jack Kerouac fez parte do movimento Beatnik, um fenômeno de “contracultura” que cultivava a vida não materialista, que se passou pelos anos 50 e 60. O livro de Jack retrata essa realidade ao nos apresentar o personagem Ray Smith, aspirante a escritor, que possui seus ideais no lugar, é apresentado ao zen-budismo, quando conhece Japhy Rider.

Os Vagabundos Iluminados possui uma narrativa lenta, com mais reflexões do que o desenvolver dos personagens, com suas ações e interações, dando mais preferência ao estado espiritual do que ao físico. O autor mostrou que a cultura de seus personagens é focada na natureza, sempre destacando a importância da naturalidade ao seu redor, se desapegando do materialismo, buscando apenas as coisas prazerosas.

Além de apresentar um universo diferente, cada personagem criado por Kerouac parecia expressar suas próprias concepções da vida, mostrando diferentes formas de aproveitar o estilo de viver dos zen-budistas, enquanto alguns buscavam extrair o lado intelectual, outros davam mais importância aos prazeres. E tudo isso era tratado com grande inteligência, apresentando escritores, poetas e diferentes culturas até aos mais leigos. Os personagens mantinham-se fieis às suas crenças, sem haver contradições, que é um erro comum entre livros com tantos ideais.

O autor tem uma escrita muito apegada aos detalhes, sempre parando para refletir sobre tudo à volta, como natureza, animais, poesias e até a vida. Isso contribuiu para gerar uma leitura cansativa, com parágrafos muito grandes, caracterizando o livro como uma leitura de poucos diálogos. O desenvolver de Os Vagabundos Iluminados é passado muito mais dentro da cabeça de seus personagens do que de suas interações, embora o personagem Ray esteja sempre explorando a cultura zen-budista que lhe foi recém-apresentada.

O estilo de se fresnético vestir

Ir para um show da banda porto alegrense Fresno é praticamente um desfile de moda que aborda os extremos. Em cada direção que se olhe, há uma pessoa de short e havaianas, uma garota de salto alto e saia, ou um garoto de camisa xadrez e calça jeans. É de se admirar que uma banda tão estereotipada como Fresno, que estourou no auge do movimento Emocore, em 2004, possa trazer a seus show um público tão amplo em questão de moda.

O grande destaque está no uso do xadrez, em sua maioria nas camisas sociais, seja em homens ou mulheres. Quando os especialistas dizem que esse tipo de moda irá morrer junto com o inverno, os fãs de Fresno defendem com o seu modo de vestir que a camisa xadrez não vai embora nem tão cedo. Enquanto isso, as garotas mostram outra moda de inverno que parece ser bem comum entre elas que é a meia-calça, usada de formas diversificadas, com shorts ou vestidos, tênis, bota ou salto alto. O que pode se dizer é que o fã de Fresno tem imaginação quando se trata das suas roupas, fazendo as mais inusitadas variações de combinações de peças de roupas que separadas não chamariam atenção. Já os garotos pareciam ter uma preferência pelas tocas no cabelo, mesmo que aquela noite de inverno de Recife não estivesse tão fria, eles adotaram o acessório pela estética e não pela necessidade do uso.

Entre os Fresnéticos (como os fãs são chamados), o normal é diferente. Não é verdade se afirmarem que em um show da banda só há pessoas distintas, apenas de ser incomum, vi muitas garotas com o típico salto alto e vestido básico, homens com uma camisa polo e calça jeans, esses sim chamaram a atenção por serem tão diferentes do público alvo.

Ao mesmo tempo em que existiam pessoas tão preocupadas com seu visual e seu estilo, tinham aquelas que já não tinham seu modo de vestir como prioridade, apesar desse grupo ser ainda mais restrito que aqueles de vestido e camisa polo. A moda praia era a preferência dessas pessoas. Bermudas para os homens, shorts jeans e curtos, com sandálias para as mulheres.

Na hora do show não havia divisões, os grupos se misturavam de uma forma que não dava para distinguir nada além da energia que emanava da plateia.

Fahrenheit 9/11

Fahrenheit 9/11 é um documentário dirigido pelo cineasta estadunidense Michael Moore, que busca enfatizar as causas e conseqüências dos atentados terroristas no dia onze de setembro de dois mil e onze.

A característica mais marcante do documentário é o parcialismo, sendo criticado por pessoas que possuam visões diferentes às expostas nele. O diretor não hesitou em apontar todos os defeitos do, até então, presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e ainda não fez questão de suavizar seu ponto de vista. Destacou ainda o amor que o cidadão estadunidense tem por sua pátria e a confiança cega em seu presidente, como destacou usando uma entrevista com a cantora pop Britney Spears, e mostrando famílias que dedicam suas vidas para servir seu país.

O filme Fahrenheit 9/11 trás imagens que foram ocultadas pela mídia e documentos manipulados. É como olhar para outra face do atentado às Torres Gêmeas, e outra face do presidente que, até antes de assistir o filme, eu apenas acreditava ser negligente com os interesses de seu país. Mas o que acabei descobrindo foi algo muito além disso, como a manipulação do das pessoas do próprio país para defender interesses na maioria das vezes pessoais. Ao passo que seus seguidores apenas fecharam os olhos e seguiram as ordens de seu presidente, como os soldados no Iraque, que não demonstravam a mínima piedade ao matar meros civis no país invadido. Em certo momento, Michael Moore chegou até a filmar crianças mortas para enfatizar seu ponto de vista.

Para assistir ao filme de Michael Moore é estritamente necessário que se tenha uma opinião formada para que não seja manipulado por seus ideais que, embora não sejam infundados, são mostrados de uma forma que o diretor encontrou para fazer aqueles que não tenham suas certezas encontrarem a verdade em si de forma forçada, ou seja, concordar contra sua vontade
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