Ilusão em massa na mídia esportiva

Desde criança, as pessoas estudam Educação Física em seus colégios visando seus benefícios para a saúde, mas este é um objetivo diferente do que se é proposto nos esportes divulgados na mídia. Com fins capitalistas, a mídia passou a integrar o esporte como uma forma de entretenimento, e, a partir daí, criando mais uma maneira de fazer lucro, criando o “Esporte Espetáculo.” Com isso, o texto reflete sobre a ilusão que foi criada no mundo dos esportes, como talvez as pessoas não estejam apenas assistindo a uma simples competição, mas sim alimentando ganancias.

O que antes era algo para ser admirado das arquibancadas, tomou proporções internacionais. Antes um torcedor deveria ir até os estádios, ou às quadras para torcer. Algo que apenas os mais fanáticos faziam (e ainda fazem)

“O que vale é competir” já não tem mais nenhum efeito nos dias de hoje quando se trata dos esportes. Naturalmente, devido a toda atenção, a publicidade acabou entrando nesse mundo. Os grandes clubes, grandes atletas são patrocinados pelas maiores empresas. Eles recebem dinheiro para se modernizarem, aprimorarem seus métodos e ganhar as competições a qualquer custo. Tomando como exemplo o futebol, há times sempre em ascensão, conquistando torcedores à medida que vão conquistando suas vitórias, aumentando a atenção que recebem, dando lucro a seus patrocinadores. Um torcedor poderia facilmente tomar preferência pela marca de sapatos que está estampada na camisa de seu time.

O grande problema na relação entre a mídia e os esportes é que a população foi condicionada a apenas assistir, naturalmente levada a pensar neles como um grande espetáculo, quando ela poderia participar, apenas por diversão, e não como uma maneira fácil de ganhar dinheiro. Caso contrário, se os verdadeiros amantes dos esportes estivessem em quadras de futebol, basquete, vôlei, etc, quem estaria em casa assistindo aos jogos, ou telejornais esportivos, venerando os atletas, cobiçando as marcas que eles divulgam?

A mídia fez com que as pessoas passassem a ver nos esportes uma esperança para mudar de vida. Assim, foram ficando cada vez mais fascinadas por eles. O autor usa o exemplo do futebol, um esporte historicamente popular no Brasil, praticado por todas as classes sociais, onde a mídia destaca os atletas de origem simples, que conseguiram sucesso. Um verdadeiro conto de fadas, como ele mesmo define. A população o admira por isso, criando a ilusão de que aquilo pode acontecer com ele, quando é apenas uma oportunidade rara. Quantas das pessoas que jogam esportes por aí têm a oportunidade de treinar dentro de um clube? Quantos desses atletas conseguirão entrar para o time profissional? Quantos deles se destacarão? São muitos fatores que diminuem as chances, mas mesmo assim, a ilusão criada pela mídia faz as pessoas acreditarem que esta é a grande saída de seus problemas.

A questão é que os esportes tomaram uma proporção impossível de ter sido prevista, entre um artefato e outro, o resultado foi o mesmo, a atenção que as pessoas passaram a dar aos esportes não foi natural, não foi de uma hora para outra, mas no fim de tudo, entrou na cultura.

Todo o esforço das mídias para integrarem os esportes no capitalismo teve como finalidade o aprimoramento da cultura Brasileira, mesmo que não intencional. A admiração de uma pessoa por um time de qualquer modalidade esportiva ou um atleta específico, pode ser ainda mais devota que a de um religioso por sua religião. O brasileiro cresce e nasce nesse meio, e, dependendo de sua criação, venerar um determinado time é quase mandatório. A mídia continua a tirar proveito do que aos poucos foi se formando na mentalidade da população. Se o mundo inteiro para para assistir uma final de Copa do Mundo, ou, sendo menos abrangente, o estado inteiro para para assistir a um jogo de Clássico estadual, naturalmente, a mídia, as empresas vão tirar proveito de toda essa atenção.

Zumbilândia (2010)

Fui assistir ao filme não muito certa do que encontraria exatamente. Li um monte de críticas positivas, então senti que seria um bom sinal, mas ao pesquisar as informações técnicas de Zumbilândia (Título original: Zoombieland), vi que se tratava de comédia e terror. Algo completamente inusitado, até um pouco perigoso, achei que um gênero anularia o outro.

A ação do filme se concentra em seu início e seu fim. O andar da história mostra um grupo de sobreviventes de uma epidemia que passam por cima de problemas de confiança para se apoiar durante a crise. A temática “zumbi” é muito usada nos filmes de terror, variando nos aspectos de aparência e hábitos, mas em Zumbilândia a forma diferente da história ser contada tornou o filme prazeroso e divertido, mesmo com o final previsível.

O elenco começa pelo ator Jesse Eisenberg, que interpreta o nerd, que a vida toda almejou por uma família bem estruturada, e perdeu as esperanças quando a epidemia dos zumbis apareceu. Ele criou umas regras de sobrevivência, que vão aparecendo na tela, com uns efeitos gráficos de ótima qualidade. Os demais personagens que vão aparecendo, assim como o de Jesse, não deixam a desejar, são muito bem trabalhados, principalmente na questão psicológica, fazendo com que a pessoa que está assistindo o filme possa se identificar com eles.

Não é o que pode se chamar de inovador, mas também não se deve deixar passar que é um filme inteligente, com um roteiro bem feito, e boa escolha de elenco. Não é uma história feita para reflexão, ela foi criada para puro divertimento do público, e é para as pessoas que procuram passar o tempo, sem muitas expectativas, é uma ótima indicação.

Os Vagabundos Iluminados, de Jack Kerouac

O autor Jack Kerouac fez parte do movimento Beatnik, um fenômeno de “contracultura” que cultivava a vida não materialista, que se passou pelos anos 50 e 60. O livro de Jack retrata essa realidade ao nos apresentar o personagem Ray Smith, aspirante a escritor, que possui seus ideais no lugar, é apresentado ao zen-budismo, quando conhece Japhy Rider.

Os Vagabundos Iluminados possui uma narrativa lenta, com mais reflexões do que o desenvolver dos personagens, com suas ações e interações, dando mais preferência ao estado espiritual do que ao físico. O autor mostrou que a cultura de seus personagens é focada na natureza, sempre destacando a importância da naturalidade ao seu redor, se desapegando do materialismo, buscando apenas as coisas prazerosas.

Além de apresentar um universo diferente, cada personagem criado por Kerouac parecia expressar suas próprias concepções da vida, mostrando diferentes formas de aproveitar o estilo de viver dos zen-budistas, enquanto alguns buscavam extrair o lado intelectual, outros davam mais importância aos prazeres. E tudo isso era tratado com grande inteligência, apresentando escritores, poetas e diferentes culturas até aos mais leigos. Os personagens mantinham-se fieis às suas crenças, sem haver contradições, que é um erro comum entre livros com tantos ideais.

O autor tem uma escrita muito apegada aos detalhes, sempre parando para refletir sobre tudo à volta, como natureza, animais, poesias e até a vida. Isso contribuiu para gerar uma leitura cansativa, com parágrafos muito grandes, caracterizando o livro como uma leitura de poucos diálogos. O desenvolver de Os Vagabundos Iluminados é passado muito mais dentro da cabeça de seus personagens do que de suas interações, embora o personagem Ray esteja sempre explorando a cultura zen-budista que lhe foi recém-apresentada.

O estilo de se fresnético vestir

Ir para um show da banda porto alegrense Fresno é praticamente um desfile de moda que aborda os extremos. Em cada direção que se olhe, há uma pessoa de short e havaianas, uma garota de salto alto e saia, ou um garoto de camisa xadrez e calça jeans. É de se admirar que uma banda tão estereotipada como Fresno, que estourou no auge do movimento Emocore, em 2004, possa trazer a seus show um público tão amplo em questão de moda.

O grande destaque está no uso do xadrez, em sua maioria nas camisas sociais, seja em homens ou mulheres. Quando os especialistas dizem que esse tipo de moda irá morrer junto com o inverno, os fãs de Fresno defendem com o seu modo de vestir que a camisa xadrez não vai embora nem tão cedo. Enquanto isso, as garotas mostram outra moda de inverno que parece ser bem comum entre elas que é a meia-calça, usada de formas diversificadas, com shorts ou vestidos, tênis, bota ou salto alto. O que pode se dizer é que o fã de Fresno tem imaginação quando se trata das suas roupas, fazendo as mais inusitadas variações de combinações de peças de roupas que separadas não chamariam atenção. Já os garotos pareciam ter uma preferência pelas tocas no cabelo, mesmo que aquela noite de inverno de Recife não estivesse tão fria, eles adotaram o acessório pela estética e não pela necessidade do uso.

Entre os Fresnéticos (como os fãs são chamados), o normal é diferente. Não é verdade se afirmarem que em um show da banda só há pessoas distintas, apenas de ser incomum, vi muitas garotas com o típico salto alto e vestido básico, homens com uma camisa polo e calça jeans, esses sim chamaram a atenção por serem tão diferentes do público alvo.

Ao mesmo tempo em que existiam pessoas tão preocupadas com seu visual e seu estilo, tinham aquelas que já não tinham seu modo de vestir como prioridade, apesar desse grupo ser ainda mais restrito que aqueles de vestido e camisa polo. A moda praia era a preferência dessas pessoas. Bermudas para os homens, shorts jeans e curtos, com sandálias para as mulheres.

Na hora do show não havia divisões, os grupos se misturavam de uma forma que não dava para distinguir nada além da energia que emanava da plateia.

Fahrenheit 9/11

Fahrenheit 9/11 é um documentário dirigido pelo cineasta estadunidense Michael Moore, que busca enfatizar as causas e conseqüências dos atentados terroristas no dia onze de setembro de dois mil e onze.

A característica mais marcante do documentário é o parcialismo, sendo criticado por pessoas que possuam visões diferentes às expostas nele. O diretor não hesitou em apontar todos os defeitos do, até então, presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e ainda não fez questão de suavizar seu ponto de vista. Destacou ainda o amor que o cidadão estadunidense tem por sua pátria e a confiança cega em seu presidente, como destacou usando uma entrevista com a cantora pop Britney Spears, e mostrando famílias que dedicam suas vidas para servir seu país.

O filme Fahrenheit 9/11 trás imagens que foram ocultadas pela mídia e documentos manipulados. É como olhar para outra face do atentado às Torres Gêmeas, e outra face do presidente que, até antes de assistir o filme, eu apenas acreditava ser negligente com os interesses de seu país. Mas o que acabei descobrindo foi algo muito além disso, como a manipulação do das pessoas do próprio país para defender interesses na maioria das vezes pessoais. Ao passo que seus seguidores apenas fecharam os olhos e seguiram as ordens de seu presidente, como os soldados no Iraque, que não demonstravam a mínima piedade ao matar meros civis no país invadido. Em certo momento, Michael Moore chegou até a filmar crianças mortas para enfatizar seu ponto de vista.

Para assistir ao filme de Michael Moore é estritamente necessário que se tenha uma opinião formada para que não seja manipulado por seus ideais que, embora não sejam infundados, são mostrados de uma forma que o diretor encontrou para fazer aqueles que não tenham suas certezas encontrarem a verdade em si de forma forçada, ou seja, concordar contra sua vontade

Enderson Rafael, o autor com jeito brasileiro.

Enderson Rafael é um brasileiro que lançou seu primeiro romance em 2010, chamado “Todas as Estrelas do Céu.” O livro hoje é um grande sucesso na internet, principalmente na comunidade blogueira, que levantou campanhas de publicação e divulgação do seu livro carinhosamente apelidado de “Todas.” O manuscrito recebeu várias respostas negativas de editoras para chegar onde chegou, o autor se cansou de não obter nenhum êxito e resolveu que não iria cruzar os braços. Trabalhando, também, como comissário de bordo, Enderson imprimiu e encadernou várias cópias de seus livros para distribuição gratuita e independente. Com isso, rapidamente o “Todas” estava espalhado pelo Brasil, e quando o livro ganhou sua primeira resenha em um blog literário, em dezembro de 2009, o interesse pelo trabalho de Enderson se tornou quase unânime no meio dos internautas, sendo denominado o Nicholas Sparks brasileiro.

A Editora Novas Ideias foi a escolhida entre as que se interessaram pelo livro, e só então o esforço de 10 anos pareceu fácil. Enderson fala que seu relacionamento com a Novas Letras é muito bom, mas explica que nem sempre é assim, pois, para uma pessoa publicar sem livro em uma editora tradicional, ela deve pagar para que garanta os lucros da empresa, e uma vez que os lucros são certos, ela mesma deve se esforçar para que divulgar o livro e garantir seu próprio dinheiro. Ele ainda fala que é difícil um autor brasileiro viver apenas de seus livros, por isso trabalha como comissário, e também viaja pelo Brasil com seu grupo de autores, chamado Novas Letras, onde dão palestras para jovens escritores que querem seguir a carreira, eles estiveram aqui em Pernambuco na última Bienal do Livro.

O “Todas”, por outro lado, não recebeu toda essa atenção apenas por causa de seu grande grupo de apoio para divulgação. O livro aborta um tema polêmico e delicado que é o amor entre dois irmãos adotivos, que foram criados juntos, e sofrem discriminação ao tentar expor seu relacionamento, uma espécie de Romeu e Julieta do século XXI. O personagem principal, Leonardo, trás características pessoais do seu criador, como o fato de que ambos foram adotados, porém, diferente do Leonardo, Enderson mantém contato com as duas mães. Os dois são catarinenses que se mudaram para o Rio de Janeiro e outros traços nas personalidades dos dois também se mostram bem semelhantes no decorrer do livro.

Enderson Rafael é um autor que surpreendeu bastante, nos faz viajar entre cidades do Rio de Janeiro, como Teresópolis e Petrópolis, outras catarinenses apenas com sua descrição tão apaixonada que me deixaram com a impressão de que eram paraísos perdidos dentro do Brasil. Ele, além do mais, se mostra tão fiel a os diversos modos de falar do povo brasileiro, respeitando culturas e até sotaques, com um gosto bem brasileiro. Seu próximo livro, Três Céus, expandirá os horizontes para fora do Brasil, com os três personagens principais dentro de um avião, o autor prometeu muito drama e amor, e um livro ainda melhor que seu primeiro. O lançamento de Três Céus está previsto para o primeiro semestre de 2012.

Um app de músicas que não necessita de acesso à internet

Fonte: LVBA Comunicação
Já imaginou que poderia existir um aplicativo para celular que contém um vasto catálogo musical e não exige acesso à internet? Depois de 8 meses de grande sucesso na Europa – onde foram realizados milhões de dowloads, biit chegou ao Brasil. A proposta é simples e surpreendedora. Os usuários podem ouvir músicas em seus celulares, estando ou não conectados à internet, numa lista que vai de acordo com o seu perfil.

Seu lançamento foi na Campus Party do Recife, que aconteceu entre os dias 26 e 30 de julho, quando o fundador e CEO da empresa, Carlos Otto, deu sua palestra e apresentou o biit e seus diferenciais, na App Date #7. Segundo o CEO, ele escolheu o evento para lançar o aplicativo no país devido a sua importância no cenário nacional, além de ter tido a oportunidade de discutir com desenvolvedores, designers, investidores, imprensa e consumidores os rumos e o fomento do mercado brasileiro de aplicativos. Carlos não poderia ter escolhido um evento melhor, por a edição da Campus Party na capital pernambucana foi considerada, para seus organizadores, a melhor já realizada.

Para os curiosos de plantão, Carlos Otto revelou o segredo do sucesso de seu aplicativo. Segundo ele, o diferencial vem de que os usuários do biit não necessitam de fazer uma playlist, pois o aplicativo conta com um algoritmo de recomendação musical que cria e atualiza uma lista que vai de acordo com a preferência e a avaliação das pessoas. “São mais de 30 mil artistas internacionais e 40 mil novas músicas ao mês, com hits atuais e clássicos de todos os tempos, com diferentes canais temáticos, incluindo as novas tendências”, explica o CEO.
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