Ir para um show da banda porto alegrense Fresno é praticamente um desfile de moda que aborda os extremos. Em cada direção que se olhe, há uma pessoa de short e havaianas, uma garota de salto alto e saia, ou um garoto de camisa xadrez e calça jeans. É de se admirar que uma banda tão estereotipada como Fresno, que estourou no auge do movimento Emocore, em 2004, possa trazer a seus show um público tão amplo em questão de moda.
O grande destaque está no uso do xadrez, em sua maioria nas camisas sociais, seja em homens ou mulheres. Quando os especialistas dizem que esse tipo de moda irá morrer junto com o inverno, os fãs de Fresno defendem com o seu modo de vestir que a camisa xadrez não vai embora nem tão cedo. Enquanto isso, as garotas mostram outra moda de inverno que parece ser bem comum entre elas que é a meia-calça, usada de formas diversificadas, com shorts ou vestidos, tênis, bota ou salto alto. O que pode se dizer é que o fã de Fresno tem imaginação quando se trata das suas roupas, fazendo as mais inusitadas variações de combinações de peças de roupas que separadas não chamariam atenção. Já os garotos pareciam ter uma preferência pelas tocas no cabelo, mesmo que aquela noite de inverno de Recife não estivesse tão fria, eles adotaram o acessório pela estética e não pela necessidade do uso.
Entre os Fresnéticos (como os fãs são chamados), o normal é diferente. Não é verdade se afirmarem que em um show da banda só há pessoas distintas, apenas de ser incomum, vi muitas garotas com o típico salto alto e vestido básico, homens com uma camisa polo e calça jeans, esses sim chamaram a atenção por serem tão diferentes do público alvo.
Ao mesmo tempo em que existiam pessoas tão preocupadas com seu visual e seu estilo, tinham aquelas que já não tinham seu modo de vestir como prioridade, apesar desse grupo ser ainda mais restrito que aqueles de vestido e camisa polo. A moda praia era a preferência dessas pessoas. Bermudas para os homens, shorts jeans e curtos, com sandálias para as mulheres.
Na hora do show não havia divisões, os grupos se misturavam de uma forma que não dava para distinguir nada além da energia que emanava da plateia.

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