Os Vagabundos Iluminados, de Jack Kerouac

O autor Jack Kerouac fez parte do movimento Beatnik, um fenômeno de “contracultura” que cultivava a vida não materialista, que se passou pelos anos 50 e 60. O livro de Jack retrata essa realidade ao nos apresentar o personagem Ray Smith, aspirante a escritor, que possui seus ideais no lugar, é apresentado ao zen-budismo, quando conhece Japhy Rider.

Os Vagabundos Iluminados possui uma narrativa lenta, com mais reflexões do que o desenvolver dos personagens, com suas ações e interações, dando mais preferência ao estado espiritual do que ao físico. O autor mostrou que a cultura de seus personagens é focada na natureza, sempre destacando a importância da naturalidade ao seu redor, se desapegando do materialismo, buscando apenas as coisas prazerosas.

Além de apresentar um universo diferente, cada personagem criado por Kerouac parecia expressar suas próprias concepções da vida, mostrando diferentes formas de aproveitar o estilo de viver dos zen-budistas, enquanto alguns buscavam extrair o lado intelectual, outros davam mais importância aos prazeres. E tudo isso era tratado com grande inteligência, apresentando escritores, poetas e diferentes culturas até aos mais leigos. Os personagens mantinham-se fieis às suas crenças, sem haver contradições, que é um erro comum entre livros com tantos ideais.

O autor tem uma escrita muito apegada aos detalhes, sempre parando para refletir sobre tudo à volta, como natureza, animais, poesias e até a vida. Isso contribuiu para gerar uma leitura cansativa, com parágrafos muito grandes, caracterizando o livro como uma leitura de poucos diálogos. O desenvolver de Os Vagabundos Iluminados é passado muito mais dentro da cabeça de seus personagens do que de suas interações, embora o personagem Ray esteja sempre explorando a cultura zen-budista que lhe foi recém-apresentada.

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