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Os Vagabundos Iluminados, de Jack Kerouac

O autor Jack Kerouac fez parte do movimento Beatnik, um fenômeno de “contracultura” que cultivava a vida não materialista, que se passou pelos anos 50 e 60. O livro de Jack retrata essa realidade ao nos apresentar o personagem Ray Smith, aspirante a escritor, que possui seus ideais no lugar, é apresentado ao zen-budismo, quando conhece Japhy Rider.

Os Vagabundos Iluminados possui uma narrativa lenta, com mais reflexões do que o desenvolver dos personagens, com suas ações e interações, dando mais preferência ao estado espiritual do que ao físico. O autor mostrou que a cultura de seus personagens é focada na natureza, sempre destacando a importância da naturalidade ao seu redor, se desapegando do materialismo, buscando apenas as coisas prazerosas.

Além de apresentar um universo diferente, cada personagem criado por Kerouac parecia expressar suas próprias concepções da vida, mostrando diferentes formas de aproveitar o estilo de viver dos zen-budistas, enquanto alguns buscavam extrair o lado intelectual, outros davam mais importância aos prazeres. E tudo isso era tratado com grande inteligência, apresentando escritores, poetas e diferentes culturas até aos mais leigos. Os personagens mantinham-se fieis às suas crenças, sem haver contradições, que é um erro comum entre livros com tantos ideais.

O autor tem uma escrita muito apegada aos detalhes, sempre parando para refletir sobre tudo à volta, como natureza, animais, poesias e até a vida. Isso contribuiu para gerar uma leitura cansativa, com parágrafos muito grandes, caracterizando o livro como uma leitura de poucos diálogos. O desenvolver de Os Vagabundos Iluminados é passado muito mais dentro da cabeça de seus personagens do que de suas interações, embora o personagem Ray esteja sempre explorando a cultura zen-budista que lhe foi recém-apresentada.

Enderson Rafael, o autor com jeito brasileiro.

Enderson Rafael é um brasileiro que lançou seu primeiro romance em 2010, chamado “Todas as Estrelas do Céu.” O livro hoje é um grande sucesso na internet, principalmente na comunidade blogueira, que levantou campanhas de publicação e divulgação do seu livro carinhosamente apelidado de “Todas.” O manuscrito recebeu várias respostas negativas de editoras para chegar onde chegou, o autor se cansou de não obter nenhum êxito e resolveu que não iria cruzar os braços. Trabalhando, também, como comissário de bordo, Enderson imprimiu e encadernou várias cópias de seus livros para distribuição gratuita e independente. Com isso, rapidamente o “Todas” estava espalhado pelo Brasil, e quando o livro ganhou sua primeira resenha em um blog literário, em dezembro de 2009, o interesse pelo trabalho de Enderson se tornou quase unânime no meio dos internautas, sendo denominado o Nicholas Sparks brasileiro.

A Editora Novas Ideias foi a escolhida entre as que se interessaram pelo livro, e só então o esforço de 10 anos pareceu fácil. Enderson fala que seu relacionamento com a Novas Letras é muito bom, mas explica que nem sempre é assim, pois, para uma pessoa publicar sem livro em uma editora tradicional, ela deve pagar para que garanta os lucros da empresa, e uma vez que os lucros são certos, ela mesma deve se esforçar para que divulgar o livro e garantir seu próprio dinheiro. Ele ainda fala que é difícil um autor brasileiro viver apenas de seus livros, por isso trabalha como comissário, e também viaja pelo Brasil com seu grupo de autores, chamado Novas Letras, onde dão palestras para jovens escritores que querem seguir a carreira, eles estiveram aqui em Pernambuco na última Bienal do Livro.

O “Todas”, por outro lado, não recebeu toda essa atenção apenas por causa de seu grande grupo de apoio para divulgação. O livro aborta um tema polêmico e delicado que é o amor entre dois irmãos adotivos, que foram criados juntos, e sofrem discriminação ao tentar expor seu relacionamento, uma espécie de Romeu e Julieta do século XXI. O personagem principal, Leonardo, trás características pessoais do seu criador, como o fato de que ambos foram adotados, porém, diferente do Leonardo, Enderson mantém contato com as duas mães. Os dois são catarinenses que se mudaram para o Rio de Janeiro e outros traços nas personalidades dos dois também se mostram bem semelhantes no decorrer do livro.

Enderson Rafael é um autor que surpreendeu bastante, nos faz viajar entre cidades do Rio de Janeiro, como Teresópolis e Petrópolis, outras catarinenses apenas com sua descrição tão apaixonada que me deixaram com a impressão de que eram paraísos perdidos dentro do Brasil. Ele, além do mais, se mostra tão fiel a os diversos modos de falar do povo brasileiro, respeitando culturas e até sotaques, com um gosto bem brasileiro. Seu próximo livro, Três Céus, expandirá os horizontes para fora do Brasil, com os três personagens principais dentro de um avião, o autor prometeu muito drama e amor, e um livro ainda melhor que seu primeiro. O lançamento de Três Céus está previsto para o primeiro semestre de 2012.

Cineasta cria Graphic Novel de Pinóquio para adultos

Fonte: Imprensa Globo Livros
Na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o clássico de Carlo Collodi ganhou uma inovadora versão! O quadrinista e cineasta francês Winshluss – o mestre do humor macabro –, pseudônimo do artista francês Vincent Paronnaud, misturou técnicas de grafite, caricatura e tira de jornal para criar a versão de quadrinhos do livro, adaptado para ser uma história para adultos.

Na versão publicada no Brasil pela editora Globo Livros Graphics, Pinóquio, ao invés de ser um menino de madeira buscando ser um menino de carne e osso, temos um robô criado por Gepeto para uso militar. A inocência do personagem original criado por Carlo Collodi dá lugar a um protagonista sombrio. Pinóquio é uma máquina de guerra que, em suas andanças por locais sórdidos, entra em contato com a violência, a ganância, a corrupção e a crueldade enquanto conhece a fauna humana – do industrial que explora a mão de obra infantil (e para quem Pinóquio trabalha) a implacáveis caçadores de recompensas, além de uma Branca de Neve pós-moderna e sete anões sadomasoquistas.

A trama é contada quase exclusivamente por meio de imagens. Só há texto nas reflexões do personagem Jiminy Barata, correspondente ao Grilo Falante original. Em sua talentosa criação, Winshluss – pseudônimo de Vincent Paronnaud – alia desenhos com alto grau de detalhamento a uma estética que mescla técnicas do grafite, da caricatura e da tira de jornal.

A Graphic Novel que foi premiada no Festival d'Angoulême de 2009 já está presente nas livrarias brasileiras e custa em torno de R$75, com 192 páginas recheadas de imagens.

Um livro muda uma vida e alimenta sonhos

Um livro muda uma vida e alimenta sonhos. Esse é o lema do movimento Book no Face, que tem incentivo do Governo Federal e do Ministério da Cultura. O objetivo é despertar o prazer da leitura nos jovens ao indicar um livro. A proposta é trocar a foto do seu perfil do Facebook pela capa de seu livro preferido. É um gesto simples, mas capaz de criar um grande movimento de incentivo à leitura. Além disso, está disponível para download uma capa do projeto para que os leitores adicionem aos seus perfis.


“A revelação do súcubo” encerra a série de Georgina Kincaid

Fonte: Lu Fernandes Comunicação e Imprensa
Parece que foi ontem que fui a um evento literário e lá lançaram o primeiro livro da série que reúne vampiros, duendes, súcubos, demônios e arquidemônios. Apesar da capa pouco atrativa, fiquei super curiosa pelo enredo. Como uma fã fiel dos livros de Cassandra Clare, qualquer livro que reúna vários tipos de criaturas mitológicas faz meus olhos brilharem. A Revelação do Súcubo (Editora Planeta/Selo Essência, 368 p, R$ 29,90), sexto e último livro, trás a despedida para seus fãs.

Georgina é um súcubo, ou seja, uma criatura capaz de mudar de aspecto e dotada do poder de seduzir o homem que desejar. Tornou-se imortal há muito tempo, ao vender sua alma depois de cometer um erro gravíssimo. Desde então, ela está a serviço do inferno, devendo corromper e perverter todos os mortais que puder por meio do sexo, o seu alimento.

Mas nossa anti-heroína não concorda muito com isso, então procura perverter principalmente as almas que acredita não serem muito bondosas. Ela precisa da energia vital de seus amantes para sobreviver, mas gostaria mesmo era de poder viver em paz com o mortal que ama, Seth Mortensen, sem danar a sua alma.

Georgina teve toda uma eternidade para entender o sexo oposto, mas às vezes os homens ainda a surpreendem. O caso de Seth é um excelente exemplo. Este homem arriscou sua alma para se tornar seu namorado. Tendo ninguém menos que Lúcifer como patrão, ela não pode simplesmente suprimir sua natureza assassina e virar uma esposa satisfeita e feliz com uma vida doméstica saudável. Na verdade, Georgina está sendo forçada a se mudar para Las Vegas.

A Cidade do Pecado é o sonho de consumo para um súcubo, mas as companheiras de Georgina suspeitam que algo não cheira muito bem nessa história. Por que será que os poderosos do inferno estão tão ansiosos para levá-la para longe de Seattle – e de Seth? Georgina é uma das posses mais valiosas do inferno, mas, se houver uma maneira de se livrar do mundo dos súcubos, ela se arriscará em busca de sua liberdade. Mesmo que para isso deixe um rastro de mortes em seu caminho.

Sobre a autora –
Richelle Mead escreve para jovens e adultos, sempre acompanhada de generosas xícaras de café. Atualmente ela mora em Seattle, nos Estados Unidos, com o marido e quatro gatos. No Brasil, Mead é conhecida pela série juvenil Academia de vampiros e também por integrar a coletânea Imortal – Histórias de amor eterno, lançadas pela Planeta. A revelação do súcubo é o sexto e último livro da série da qual também fazem parte A canção do súcubo, O poder do súcubo, O sonho do súcubo, O calor do súcubo e A sombra do súcubo. Sua obra já foi publicada no Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Rússia, além dos Estados Unidos e do Brasil.

Livro Inédito de Philip K. Dick que inspirou O Vingador do Futuro

Fonte: Editora Aleph
Grandes clássicos da literatura de ficção científica ganhou fãs através das telonas, como H. G. Wells com Guerra dos Mundos, Antony Burgess com Laranja Mecânica, Isaac Asimov com Eu, Robô e Arthur C. Clarke com 2001: A Odisseia no Espaço (esta obra em particular, foi escrita simultaneamente ao roteiro de cinema). Agora, a Editora Aleph está trazendo ao Brasil uma coletânea de contos do autor Philip K. Dick que se tornaram sucesso no cinema, entre eles, O Vingador do Futuro.

Ainda que Philip seja um dos autores mais adaptados ao cinema, não é muito conhecido – ou reconhecido – entre os brasileiros! Quem nunca ouvir falar em Blade Runner – O Caçador de Androides, filme dirigido por Ridley Scott em 1982 e inspirado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep?, escrito por Dick em 1968? E ainda os sucessos de bilheteria inspirados em seus contos, como O Vingador do Futuro (1990 e 2012) e Minority Report – A Nova Lei (2002)?

É justamente para fazer justiça a um dos principais escritores do século 20 que a Editora Aleph traz aos leitores brasileiros Realidades Adaptadas, coletânea de contos – publicada exclusivamente no Brasil – com os sete textos originais que inspiraram os roteiros de filmes mundialmente conhecidos, alguns dos quais se tornaram sucessos de bilheteria. O livro custa em torno de R$48, e tem 304 páginas.

O livro que foi lançado no último dia 17, conta com os contos “Lembramos Para Você A Preço de Atacado”, “Segunda Variedade”, “Impostor”, “O Relatório Minoritário”, “O Pagamento”, “O Homem Dourado”, “Equipe de Ajuste.” Além disso, a Editora Aleph tem outro livro de Dick com lançamento previsto para outubro desse ano, “Fluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial”. Um dos próximos lançamentos dos Estúdios Disney é a animação O Rei dos Elfos, que foi escrito por Philip em 1953, e além desse, dois outros livros do autor (O Homem do Castelo Alto e Ubik) estão com os direitos de adaptação comprados, mas sem previsão de lançamento.

Quatro divas do infanto-juvenil juntas em um só livro

Um projeto bem interessante vem sendo anunciado nas redes sociais pelas autoras e a editora. Quatro grandes escritoras - Meg Cabot, Lauren Kate, Paula Pimenta e Patrícia Barboza - se juntam para escrever um livro de contos, onde cada uma delas reescreve a história de uma princesa dos contos de fadas à sua maneira.

Meg Cabot ficou com A Bela e a Fera, Lauren Kate com A Bela Adormecida, Paula Pimenta com Cinderela e Patrícia Barboza com Rapunzel! Todas essas autoras são publicadas no Brasil pelo Grupo Record, exceto Paula Pimenta, que publica suas obras pela Editora Autêntica. Pimenta já prometeu que vai escrever uma Cinderela moderna, bem diferente do que vimos nos contos clássicos, mas cada uma delas vai descrever sua princesa da maneira que achar mais interessante.

A previsão para o lançamento do livro, que sai pelo Grupo Record, é de maio de 2013.
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